terça-feira, 10 de maio de 2011

Sobre a Impertinência|Irrelevância do Meu Projeto de Fazer Uma Análise Comparativa Entre o Trabalho dos Desenhistas Mais Influentes a Partir do Final dos Anos 60.

WIP

Não percam.


osz.winkelmann

O Vazio que Senti ao Ver o Lápis da Página foi Estarrecedor

Ah!?

Estava dias destes deslizando pelas páginas da rede que recebo no Google Reader e me deparei com os desenhos ainda a lápis azul de uma página de, talvez, Sean Phillips, quase com certeza.

Vendo aqueles desenhos que depois serão pintados|fixados com tinta, seja qual for, e receberão os balões de texto e um sentido, me veio a sensação, que não tinha a muitos anos, desde que era desenhista de Story Boards em uma agência de publicidade. Era aquela sensação de falta de sentido do que no papel está gravado de forma delével, ainda É extremamente difícil para mim explicar mas há que se tentar.

Existem páginas de quadrinhos em que os desenhos nos levam a inventar um diálogo quando este não existe, são, em geral, cenas de ação, seqüências em que há uma lógica seqüencial ou em que não há qualquer lógica mas em que podemos viajar na maionaise. Eisenstein ou Koianisqatsi(?). 

Mas há outras em que, provavelmente seja apenas o diálogo entre dois personagens enquanto estes se movem por um ambiente qualquer e em que não há imaginação que nos possa dar uma clue (cluelessomos) do que catzos está acontecendo. Eis o vórtice, o vazio, aquela sensação de completa inutilidade do que estamos fazendo.

Eis o vázio da minha vida, aquela hora em que olho para a folha que já não está em branco e vejo a inutilidade do que está lá feito e, mesmo que depois aquela série de desenhos seja complementada por um texto magnífico e cheio de sentido do mais genial dos escritores, jamais, JAMAIS, reencontrarei a paz de espírito que perdi pois tudo poderia ter sido apenas uma página em branco com o tal diálogo.



osz.winkelmann





Obra Aberta

Projeto desta postagem:

1. Laerte e seus comentário sobre Obra Aberta (de onde tirei? deveria ter guardado o texto!)

Quanto mais fechado mais aberto ou o avesso é o avesso do avesso?

2. Umberto Eco - Apocalípticos e Integrados.

O Autor e o Leitor, quem precisa ter mais domínio do conhecimento. A Obra Aberta como truque semiótico.

3. O idiota e a obra Aberta - o Público não entende o Nada.

(faz alguma diferença? e se o texto não for agradável? não será lido? e se não for?)